sexta-feira, 29 de julho de 2011

A carne mais barata do mercado é a carne negra?


A IX Reunião de Antropologia do Mercosul aconteceu em Curitiba nos dias 10, 11, 12 e 13 de julho de 2011, reunindo pesquisadores de vários países. No grupo de trabalho (GT) que abordou o tema “Educação das Relações Étnicorraciais no Brasil e na África: Desafios Contemporâneos”, as atividades foram coordenados pelos professores Jamisse Uilson Taimo (Ministério da Ciência e Tecnologia de Moçambique), Paulo Alberto dos Santos Vieira (UNEMAT/UFSCar) e Priscila Martins Medeiros (UFMS/UFSCar).

 

Segundo a ementa do GT, a alteração da LDB proporcionada pelas Leis 10.639/03 e 11.645/08 traz para o centro do debate educacional aspectos relevantes que pouca atenção tem recebido. A obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e dos povos indígenas, possibilita a ampliação do escopo da educação em todos os níveis. Define configurações no que se refere às relações que se estabelecem entre educação, raça, etnia e nação. Presente desde as primeiras formulações de um sistema de educação nacional, a sociedade brasileira fez uma opção explícita entre as variáveis mencionadas. Nesta formatação, a África foi construída como um continente distante e todas as etnias foram “reduzidas” a um só termo – negro. A proposta foi abrigar trabalhos que se dedicassem ao estudo da educação das relações étnicorraciais e como tal angulação reverbera nas formações nacionais, no Brasil ou em África.

 

O artigo “A carne mais barata do mercado é a carne negra? Educação escolar e relações étnicorraciais no Brasil” foi apresentado pelo advogado Carlos Alberto Lima de Almeida, fruto parcial da pesquisa As relações raciais no ambiente escolar do ensino fundamental e do ensino médio nas escolas de Niterói”, em curso perante o Programa de Estudos Pós-Graduados da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense, por intermédio da qual o autor, Doutorando em Política Social, sob a orientação do co-autor, Prof. Dr. André Brandão, busca agregar a experiência obtida no exercício da advocacia na área educacional exercida desde 1993, numa construção de natureza interdisciplinar, cuja reflexão acadêmica seja norteada para o desenvolvimento de uma visão mais ampla, profunda e crítica da realidade educacional no contexto histórico-social do país, voltada para a construção de um ambiente escolar democrático, compromissado com políticas educacionais e de estratégias pedagógicas que possam contribuir para a redução de situações de discriminação racial e preconceito no ambiente escolar e para a formação de alunos que tenham a consciência da importância do respeito à diversidade.

O referido artigo se presta como elo reflexivo e de inspiração de diferentes linguagens de luta ao desconstruir o mito da democracia racial na sociedade brasileira, seguindo com referência ao contexto da briga (luta) dos negros pela afirmação dos seus direitos e pelo reconhecimento de sua importância social.

Para tanto, propõe uma reflexão articulada da cultura e da educação como estratégia para modificar a percepção estigmatizada da carne mais barata do mercado, numa ação social transformadora.

Resgata o papel das leis em sua gênese, com o objetivo de promover uma mudança nos discursos, raciocínios, lógicas, gestos, posturas, modo de tratar as pessoas negras, a partir da disseminação da história e cultura africanas. Para não concluir, encerra com a apresentação de questões que fazem parte do dia a dia das escolas, como parte da pesquisa.

Programe-se:

“A educação escolar e estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena: igualdade racial no Brasil ou ficção jurídica?” será o tema em debate no Fórum Permanente de Direito Educacional “Educação com Direitos”, que acontecerá no dia 30/11, encerrando a programação de 2011.

Escola não pode ser instrumento da violência

Antonio José e Luiz Carlos, após a posse na CDE.
Após a última reunião da Comissão de Direito Educacional, realizada em 07 de julho de O advogado Luiz Carlos Rodrigues Júnior, delegado da Comissão de Direito Educacional, declarou após a última reunião ordinária, que a escola não pode ser um instrumento da violência. Ao comentar a aprovação do Seminário A HOMOFOBIA E SEUS REFLEXOS NO DIREITO À EDUCAÇÃO, que será realizado no 2º semestre de 2011, destacou que “a educação em nosso país é um direito e tem que ser para todos, sem descriminação. Não podemos exigir que os alunos tenham que perder a sua identidade. As pessoas não têm que estar em certos padrões de comportamento para serem aceitas, não apenas no aspecto da opção sexual, mas em todos os aspectos da individualidade da pessoa. E a missão do seminário será de desenvolver um trabalho de orientação aos profissionais da educação, para aprender como lidar com tal realidade”.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Comissão de Direito Educacional aprova realização de Seminários

Membros da CDE e o Presidente da OAB/Niterói
Em reunião realizada na tarde desta quinta-feira, a Comissão de Direito Educacional (CDE) da OAB NITERÓI aprovou a realização de mais dois eventos no segundo semestre de 2011: o Seminário A HOMOFOBIA E SEUS REFLEXOS NO DIREITO À EDUCAÇÃO e o Seminário O DIREITO EDUCACIONAL E SUA PRÁTICA PROCESSUAL

O Seminário A HOMOFOBIA E SEUS REFLEXOS NO DIREITO À EDUCAÇÃO discutirá o tema homofobia, considerando o recente julgamento do Supremo Tribunal Federal e os trabalhos desenvolvidos no Programa Brasil sem Homofobia, abordando de maneira prática os reflexos da questão no cotidiano das instituições de ensino. Como lidar com o tema, a questão da diversidade e seus reflexos jurídicos, entre outros, serão pontos relacionados para o evento.

"Estamos aprendendo a lidar com as questões relativas à homofobia. Há grande necessidade de desenvolver uma cultura que compreenda as diversas formas de relacionamento. O seminário “A Homofobia e seus reflexos no Direito à Educação será uma excelente oportunidade para os operadores da educação e do direito alcançarem novas percepções no âmbito das relações humanas", declarou Rejane Machado, Delegada da CDE. 

Para a Delegada da CDE, Maria Lucia Sucupira Medeiros, após o reconhecimento pelo STF da união estável entre pessoas do mesmo sexo, o Seminário traduzirá um momento fundamental para a discussão do assunto junto aos profissionais da educação e operadores do Direito.
 
Já o Seminário O DIREITO EDUCACIONAL E SUA PRÁTICA PROCESSUAL pretende demonstrar aos estudantes do curso de direito e aos novos advogados, a articulação de casos reais relacionados à educação escolar e ao processo. Para o Presidente da Comissão de Direito Educacional, Carlos Alberto Lima de Almeida, que desde 1993 atua na advocacia educacional, é preciso desenvolver esforços para que os novos advogados tenham condições de atuar num segmento especializado, como é o da educação escolar.



segunda-feira, 4 de julho de 2011

“A Política Nacional de Educação Especial e os direitos dos excluídos”

A OAB Niterói, através da Comissão de Direito Educacional, tem a honra de convidar V. Sa. para participar do Fórum Permanente de Direito Educacional, denominado “EDUCAÇÃO COM DIREITOS”, cujo objetivo é proporcionar mensalmente debates relacionados às diretrizes de trabalho da comissão.

O debate acontecerá no dia 20/07 (quarta-feira), das 19h às 21h, no auditório da entidade, situado na Avenida Amaral Peixoto, 507 - 11º andar Centro – Niterói – RJ, e terá como tema “A Política Nacional de Educação Especial e os direitos dos excluídos”, com a participação dos seguintes convidados:


Luiz Henrique Mansur Barbosa
Conselheiro do Conselho Estadual de Educação do Estado do Rio de Janeiro - Conselheiro do Conselho Municipal de Educação de Niterói

Raphael Cardoso Soares
Presidente da Comissão Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB/Niterói

Ricardo de Azevedo Soares
Coordenador do Núcleo de Pessoas Portadores de Deficiência do Sindicato dos Servidores das Justiças Federais do Rio de Janeiro - Coordenador do Departamento de Relações Institucionais da Associação dos Ex-alunos do Instituto Benjamin Constant (IBC)

Solange Rocha
Diretora Geral do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES)

Valquiria da Cunha Paladino
Advogada – Professora do Curso de Direito e Coordenadora de Atividades Complementares da Universidade Estácio de Sá (UNESA)

A entrada é franca e o evento tem como público-alvo os estudantes e profissionais do Direito, da Educação, do Serviço Social, da Psicologia, além de outros interessados no tema. Serão concedidas horas para fins de estágio aos estudantes de Direito. Informações complementares pelos telefones: (21) 3716-8922 / 3716-8923.

Antonio José Barbosa da Silva
Presidente da OAB/Niterói

Carlos Alberto Lima de Almeida
Presidente da Comissão de Direito Educacional - OAB/Niterói