sexta-feira, 29 de julho de 2011

Miraflores debate a judicialização da educação


A equipe do Colégio Miraflores, de Niterói, recebeu no dia 15/07/2011 o advogado Carlos Alberto Lima de Almeida para uma reflexão sobre o processo de judicialização da educação. Durante a apresentação, por intermédio da exposição de diversos casos vivenciados ao longo dos 20 anos de exercício da advocacia, foram apontados problemas ocorridos no ambiente escolar e que acabaram, por ausência de conciliação na própria escola, sendo levados ao Poder Judiciário.

Programe-se: no dia 31/08/2011, às 19h, no Fórum de Direito Educacional “Educação com Direitos”, que se realiza mensalmente na OAB/Niterói, a “Responsabilidade Civil das instituições de ensino e dos professores” será o tema do debate.

A carne mais barata do mercado é a carne negra?


A IX Reunião de Antropologia do Mercosul aconteceu em Curitiba nos dias 10, 11, 12 e 13 de julho de 2011, reunindo pesquisadores de vários países. No grupo de trabalho (GT) que abordou o tema “Educação das Relações Étnicorraciais no Brasil e na África: Desafios Contemporâneos”, as atividades foram coordenados pelos professores Jamisse Uilson Taimo (Ministério da Ciência e Tecnologia de Moçambique), Paulo Alberto dos Santos Vieira (UNEMAT/UFSCar) e Priscila Martins Medeiros (UFMS/UFSCar).

 

Segundo a ementa do GT, a alteração da LDB proporcionada pelas Leis 10.639/03 e 11.645/08 traz para o centro do debate educacional aspectos relevantes que pouca atenção tem recebido. A obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e dos povos indígenas, possibilita a ampliação do escopo da educação em todos os níveis. Define configurações no que se refere às relações que se estabelecem entre educação, raça, etnia e nação. Presente desde as primeiras formulações de um sistema de educação nacional, a sociedade brasileira fez uma opção explícita entre as variáveis mencionadas. Nesta formatação, a África foi construída como um continente distante e todas as etnias foram “reduzidas” a um só termo – negro. A proposta foi abrigar trabalhos que se dedicassem ao estudo da educação das relações étnicorraciais e como tal angulação reverbera nas formações nacionais, no Brasil ou em África.

 

O artigo “A carne mais barata do mercado é a carne negra? Educação escolar e relações étnicorraciais no Brasil” foi apresentado pelo advogado Carlos Alberto Lima de Almeida, fruto parcial da pesquisa “As relações raciais no ambiente escolar do ensino fundamental e do ensino médio nas escolas de Niterói”, em curso perante o Programa de Estudos Pós-Graduados da Escola de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense, por intermédio da qual o autor, Doutorando em Política Social, sob a orientação do co-autor, Prof. Dr. André Brandão, busca agregar a experiência obtida no exercício da advocacia na área educacional exercida desde 1993, numa construção de natureza interdisciplinar, cuja reflexão acadêmica seja norteada para o desenvolvimento de uma visão mais ampla, profunda e crítica da realidade educacional no contexto histórico-social do país, voltada para a construção de um ambiente escolar democrático, compromissado com políticas educacionais e de estratégias pedagógicas que possam contribuir para a redução de situações de discriminação racial e preconceito no ambiente escolar e para a formação de alunos que tenham a consciência da importância do respeito à diversidade.

O referido artigo se presta como elo reflexivo e de inspiração de diferentes linguagens de luta ao desconstruir o mito da democracia racial na sociedade brasileira, seguindo com referência ao contexto da briga (luta) dos negros pela afirmação dos seus direitos e pelo reconhecimento de sua importância social.

Para tanto, propõe uma reflexão articulada da cultura e da educação como estratégia para modificar a percepção estigmatizada da carne mais barata do mercado, numa ação social transformadora.

Resgata o papel das leis em sua gênese, com o objetivo de promover uma mudança nos discursos, raciocínios, lógicas, gestos, posturas, modo de tratar as pessoas negras, a partir da disseminação da história e cultura africanas. Para não concluir, encerra com a apresentação de questões que fazem parte do dia a dia das escolas, como parte da pesquisa.

Programe-se:

“A educação escolar e estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena: igualdade racial no Brasil ou ficção jurídica?” será o tema em debate no Fórum Permanente de Direito Educacional “Educação com Direitos”, que acontecerá no dia 30/11, encerrando a programação de 2011.

Escola não pode ser instrumento da violência

Antonio José e Luiz Carlos, após a posse na CDE.
Após a última reunião da Comissão de Direito Educacional, realizada em 07 de julho de O advogado Luiz Carlos Rodrigues Júnior, delegado da Comissão de Direito Educacional, declarou após a última reunião ordinária, que a escola não pode ser um instrumento da violência. Ao comentar a aprovação do Seminário A HOMOFOBIA E SEUS REFLEXOS NO DIREITO À EDUCAÇÃO, que será realizado no 2º semestre de 2011, destacou que “a educação em nosso país é um direito e tem que ser para todos, sem descriminação. Não podemos exigir que os alunos tenham que perder a sua identidade. As pessoas não têm que estar em certos padrões de comportamento para serem aceitas, não apenas no aspecto da opção sexual, mas em todos os aspectos da individualidade da pessoa. E a missão do seminário será de desenvolver um trabalho de orientação aos profissionais da educação, para aprender como lidar com tal realidade”.